Genial/Quaest no Ceará, Rio Grande do Sul e Goiás: o cenário na reta final da série estadual

Por Felipe Nunes | CEO
Publicado em 30 de abril de 2026

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A Genial/Quaest encerra sua série de diagnósticos regionais com dados sobre três estados que possuem dinâmicas políticas muito particulares: Ceará, Rio Grande do Sul e Goiás. O levantamento mostra como a força de lideranças locais, como Camilo Santana no Ceará e Ronaldo Caiado em Goiás, impacta diretamente a sucessão estadual, além de mostrar um cenário ainda muito aberto e com muitos indecisos em solo gaúcho.

Ceará: o equilíbrio entre o governo e a força de Ciro Gomes

No Ceará, a disputa pelo governo mostra cenários variados. Quando testado contra o atual governador Elmano de Freitas, Ciro Gomes lidera com 41% das intenções de voto contra 32% do atual gestor. No entanto, o quadro muda quando o nome do senador Camilo Santana entra na disputa: nesse cenário, Camilo venceria Ciro por 40% a 33%. O grupo governista também leva vantagem quando o adversário testado é Roberto Cláudio, enquanto o senador Girão pontua entre 4% e 9%.

Pesquisa Genial/Quaest no Ceará, Rio Grande do Sul e Goiás

A pesquisa mostra que, em um eventual segundo turno, Camilo Santana e Ciro Gomes aparecem tecnicamente empatados (44% a 39%). Já em uma disputa contra Elmano, Ciro levaria a melhor com 46% contra 35%. É importante notar que o voto no Ceará ainda está muito volátil: 59% dos eleitores de Ciro e 50% dos de Elmano afirmam que ainda podem mudar de opinião ao longo da campanha.

Embora o governador Elmano de Freitas tenha um saldo positivo de aprovação de 23 pontos, ele enfrenta um desafio quanto à continuidade: apenas 21% dos cearenses defendem que o trabalho atual continue como está, enquanto 35% querem uma mudança total e 38% preferem mudanças parciais.

A pesquisa também avaliou a imagem dos candidatos para além da intenção de voto. Camilo Santana e Ciro Gomes apresentam patamares muito parecidos de potencial de voto e rejeição. Já o governador Elmano enfrenta um cenário mais difícil, registrando uma rejeição maior e um potencial de voto menor do que os dois. Além disso, o fator desconhecimento ainda pesa na disputa: 36% dos cearenses não conhecem Roberto Cláudio, enquanto esse índice chega a 59% no caso de Girão.

Na corrida para o Senado, dois nomes largam na frente em empate técnico: Cid Gomes e Capitão Wagner, ambos com índices entre 16% e 17%.

Rio Grande do Sul: indefinição e alta volatilidade

No Rio Grande do Sul, a corrida para o governo ainda está em uma fase de muita indefinição. Juliana Brizola aparece com 24% e Luciano Zucco com 21%, configurando um empate técnico. O nome apoiado pelo governador Eduardo Leite, Gabriel Souza, tem 6%. O dado que mais chama a atenção é que 34% dos gaúchos ainda estão indecisos e 68% afirmam que podem mudar o voto até o dia da eleição.

Nas simulações de segundo turno, Juliana Brizola venceria tanto Zucco quanto Gabriel Souza se a eleição fosse hoje. Em um duelo direto entre os outros dois nomes, Zucco levaria a melhor contra Gabriel.

O governador Eduardo Leite chega a abril de 2026 com 51% de aprovação e 39% de desaprovação, um saldo positivo, mas menor do que o registrado no início de 2025 (62%).

A vinculação com nomes nacionais ainda é baixa no estado: apenas 20% sabem que Juliana é a candidata de Lula, 27% associam Zucco a Bolsonaro e apenas 14% identificam Gabriel Souza como o nome de Eduardo Leite.

No Senado, a disputa pelas duas vagas está embolada entre Manuela Dávila (14%), Rigotto (12%), Pimenta (9%) e Van Hattem (9%).

Goiás: o “fator Caiado” e o domínio da base governista

Em Goiás, a sucessão estadual é fortemente influenciada pelo ex-governador Ronaldo Caiado. O atual governador Daniel Villela lidera com folga, marcando 33% das intenções de voto, seguido por Marconi Perillo (21%), Adriana Accorsi (10%) e Wilder Moraes (9%).

Em simulações de segundo turno, Villela venceria Perillo por 46% a 27% e também ganharia de Wilder Moraes por 51% a 21%.

O motor desse desempenho é a aprovação histórica de Caiado, que deixou o cargo com 84%. Para 71% dos goianos, ele tem o mérito de eleger seu sucessor, o maior índice entre os 10 estados avaliados pela Quaest.

Hoje, 37% da população já sabe que Villela é o nome de Caiado. Já a ligação com outros nomes nacionais mostra que 29% associam Wilder a Bolsonaro e 26% ligam Adriana Accorsi a Lula.

Desafios dos candidatos em Goiás

Os candidatos enfrentam desafios distintos para crescer na disputa. Marconi Perillo lida com uma rejeição alta de 50%, enquanto Wilder Moraes ainda é desconhecido por 62% do eleitorado. Já o líder Daniel Villela tem o desafio de manter seu bom potencial de voto à medida que se torna mais conhecido pela população.

No Senado, Gracinha Caiado lidera isolada com 22%. A segunda vaga tem um empate triplo entre Vanderlan (12%), Dr. Zacharias (11%) e Gustavo Gayer (10%).

Metodologia

A pesquisa Genial/Quaest no Ceará, Rio Grande do Sul e Goiás ouviu 1.002 pessoas no CE, 1.104 no RS e 1.104 em GO, entre 24 e 28 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais. Os registros no TSE são: CE-01725/2026, RS-03000/2026 e GO-00211/2026.

📊 Acesse os resultados completos da pesquisa Genial/Quaest no Ceará, Rio Grande do Sul e Goiás aqui.

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