A fotografia mais recente da opinião pública brasileira, identificada pela pesquisa Genial/Quaest de abril de 2026, mostra que o governo federal ainda enfrenta um caminho difícil para recuperar o apoio popular. Os dados indicam que o movimento de queda registrado desde o início do ano continua presente.
O termômetro da aprovação: a avaliação do governo Lula
Os números mostram que o descontentamento cresceu nos últimos meses. Desde janeiro, a desaprovação ao trabalho do presidente Lula subiu de 49% para 52%. No mesmo período, a aprovação fez o caminho inverso: caiu de 47% para 43%.

Noticiário negativo e a sensação sobre a economia
A forma como as pessoas recebem informações também pesa na avaliação do governo Lula. Atualmente, 48% dos eleitores afirmam que as notícias sobre o governo são mais negativas, enquanto apenas 23% veem um noticiário mais positivo.

Essa percepção se reflete diretamente no bolso: 50% dos brasileiros sentem que a economia do país piorou no último ano (eram 48% no mês passado). Já o total de pessoas que percebem melhora caiu de 24% para 21%.

O peso dos alimentos e o fantasma das dívidas
O principal motivo para esse desânimo parece estar nas prateleiras dos supermercados. O número de pessoas que notaram um aumento no preço dos alimentos no último mês deu um salto, passando de 59% para 72%.

Além do custo de vida, as dívidas continuam tirando o sono de muita gente. Entre maio do ano passado e abril deste ano, o total de brasileiros que dizem ter dívidas (sejam muitas ou poucas) subiu de 65% para 72%.

Isenção do Imposto de Renda: um alívio que poucos sentiram
A medida que isenta do Imposto de Renda quem ganha até cinco mil reais ainda não mudou o humor das famílias brasileiras. Embora a regra atinja 31% da população, o impacto prático é pequeno: 49% dos beneficiados dizem não ter sentido diferença na renda e apenas 17% afirmam que a sobra de dinheiro foi realmente significativa.


A corrida para 2026: Lula e Flávio Bolsonaro no 1º turno
Pensando na próxima eleição presidencial, o cenário de primeiro turno mostra Lula na frente com 37% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) vem em seguida com 32%. O governador Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar com 6%, seu melhor resultado até agora.

Empate técnico e o papel do “medo”
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa é acirradíssima. Flávio aparece com 42% e Lula com 40%, o que significa um empate técnico dentro da margem de erro. Um ponto importante é que a imagem de Flávio tem mudado: ele tem sido visto como alguém um pouco mais moderado em relação à sua família do que era antes.


Essa divisão também aparece no sentimento do eleitor: 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro, enquanto 42% temem que o governo Lula continue.

Contra outros nomes, Lula ainda leva vantagem numérica:
- Lula (43%) x Ronaldo Caiado (35%)

- Lula (43%) x Romeu Zema (36%)

Tanto Caiado quanto Zema ainda são desconhecidos por cerca de metade da população, mas ambos conseguiram aumentar seu potencial de voto em abril.

O que realmente preocupa o brasileiro?
A pesquisa também investigou quais são os maiores problemas do Brasil hoje. A segurança pública e a violência lideram com folga (27%), seguidas pela corrupção (19%). A preocupação com a saúde também vem crescendo aos poucos e hoje atinge 14% das citações.

Metodologia
A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 9 e 13 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-09285/2026).


