Genial/Quaest em Minas e Pernambuco: os novos cenários da disputa eleitoral

Por Felipe Nunes | CEO
Publicado em 28 de abril de 2026

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A Genial/Quaest segue com o seu cronograma de diagnósticos regionais, trazendo agora os dados detalhados de dois estados que são fundamentais para o equilíbrio político do país. A nova pesquisa Genial/Quaest em Minas e Pernambuco revela como o eleitor local está reagindo aos nomes postos e como a avaliação dos atuais governantes influencia a intenção de voto.

Em Minas Gerais, o cenário é de busca por novos caminhos, enquanto em Pernambuco a disputa se mostra mais cristalizada entre duas forças políticas centrais.

Minas Gerais: Cleitinho Azevedo larga na frente

No cenário mineiro, o senador Cleitinho Azevedo lidera a corrida pelo Palácio Tiradentes, registrando entre 30% e 37% das intenções de voto. Alexandre Kalil aparece na sequência, com índices entre 14% e 18%, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco (8% a 12%). O atual governador, Mateus Simões, pontua entre 3% e 5%.

pesquisa Genial/Quaest em Minas e Pernambuco

Embora 60% dos mineiros afirmem que ainda podem mudar o voto, Cleitinho e Pacheco possuem as bases mais consolidadas: 56% e 50% de seus eleitores, respectivamente, consideram o voto definitivo.

sucessão estadual

Em simulações de segundo turno, Cleitinho venceria todos os adversários testados. Já Simões levaria a melhor contra Kalil, mas perderia para Pacheco se a eleição fosse hoje.

Perfis, rejeição e o legado de Zema

Os candidatos da direita apresentam situações distintas: Cleitinho já possui 41% de potencial de voto, mesmo sendo desconhecido por 39% do estado. Mateus Simões, que assumiu recentemente, tem rejeição de 20% e ainda é desconhecido por 68%. No campo ligado ao presidente Lula, Kalil e Pacheco enfrentam o desafio de terem taxas de rejeição superiores ao potencial de voto atual.

A força da sucessão estadual governista depende do capital político de Romeu Zema, que encerra o mandato com 52% de aprovação. Contudo, há um forte desejo de mudança no estado: 44% defendem mudança total e 38% mudança parcial.

Além disso, 49% dos mineiros acreditam que Zema não merece fazer o sucessor, contra 42% que veem mérito na indicação.

No Senado mineiro, Marília Campos (PT) lidera com 17% a 19%. Na disputa pela segunda vaga, aparecem Aécio Neves (11%), Carlos Viana (10% a 15%), Marcelo Aro (4% a 9%), Domingos Sávio (8%) e Áurea Carolina (6%).

Pernambuco: Polarização entre João Campos e Raquel Lyra

Em Pernambuco, a eleição se mostra polarizada entre João Campos, que lidera com 42%, e a governadora Raquel Lyra, com 34%. Com apenas 11% de indecisos, o cenário sugere uma decisão já no primeiro turno, dado que os demais candidatos pontuam pouco. A definição de voto é alta: 56% já estão decididos.

João Campos sustenta a vantagem inicial com um potencial de voto de 58% e rejeição de 28%. Raquel Lyra possui 53% de potencial e 37% de rejeição.

Aprovação em alta e o peso das alianças nacionais

A favor da governadora Raquel Lyra conta a tendência de melhora em sua gestão: a aprovação saltou de 51% para 62% e a desaprovação caiu de 45% para 35%.

Esse movimento inverteu a percepção de reeleição: se em agosto de 2025 a maioria (54%) era contra, hoje 57% dizem que ela merece um novo mandato.

A pesquisa Genial/Quaest em Pernambuco também mediu o impacto das alianças nacionais:

  • Lula: 47% associam João Campos ao presidente, enquanto apenas 12% fazem essa ligação com Raquel.
  • Bolsonaro: 76% dos pernambucanos ainda não sabem quem será o aliado do ex-presidente na disputa.

O perfil do aliado é decisivo: 47% querem um governador aliado a Lula, 17% buscam um aliado de Bolsonaro e 30% preferem um nome independente.

Na corrida para o Senado em Pernambuco, Marília Arraes destaca-se com 18% a 21%. A segunda vaga é disputada por Humberto Costa (12% a 13%), Miguel Coelho (10%) e Mendonça Filho (8% a 9%).

A dinâmica de dois votos tende a favorecer chapas que consigam blindar a transferência de votos com nomes fortes.

Metodologia

A Quaest ouviu 1.482 pessoas em Minas Gerais e 900 em Pernambuco entre os dias 22 e 26 de abril de 2026. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais. As pesquisas estão registradas no TSE sob os números MG-08646/2026 e PE-08904/2026.

📊 Confira os dados completos das pesquisas em Minas Gerais e Pernambuco aqui.

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