Genial/Quaest: os cenários eleitorais no Rio de Janeiro, Paraná e Pará

Por Felipe Nunes | CEO
Publicado em 27 de abril de 2026

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A Genial/Quaest dá início à divulgação de uma série de pesquisas que abrangem 10 dos maiores colégios eleitorais do país e o ponto de partida são os cenários eleitorais do Rio de Janeiro, Paraná e Pará.

Rio de Janeiro: Eduardo Paes lidera com folga

No território fluminense, o atual prefeito Eduardo Paes aparece em uma posição de destaque. Os dados mostram que Paes detém entre 34% e 40% das intenções de voto, variando conforme os adversários apresentados. Douglas Ruas, novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, figura na sequência, com índices entre 9% e 11%, seguido pelo ex-governador Anthony Garotinho, que registra 8%. Outros nomes somados alcançam entre 7% e 9%.

Cenários eleitorias

Quando o foco se volta para um eventual segundo turno, a vantagem de Paes se consolida: ele aparece com 49% das intenções contra 16% de Douglas Ruas.

Genial/Quaest

Indecisão para Governador e a disputa pelo Senado

Apesar dos números expressivos, o quadro para governador do Rio ainda apresenta fluidez. Cerca de 20% dos eleitores se declaram indecisos nos cenários estimulados. Além disso, a convicção do voto ainda é baixa: quase 60% dos entrevistados admitem que podem mudar de opinião até o dia da eleição.

Para o Senado, o equilíbrio é a tônica. O ex-governador Claudio Castro lidera com 12%, mas está tecnicamente empatado com Benedita da Silva, que tem 10%. Na disputa pela segunda vaga, Felipe Curi (6%), Crivella (6%) e Canella (4%) também aparecem em situação de empate técnico com a candidata petista.

Paraná: A liderança de Sergio Moro e o fator sucessão

Os cenários eleitorais paranaenses mostram Sergio Moro na dianteira, com intenções de voto que oscilam entre 35% e 42%. Requião Filho registra 18% no cenário que inclui Rafael Greca (este com 15%), mas sobe para 24% caso o nome do MDB não esteja na disputa. Sandro Alex, indicado pelo atual governador Ratinho Jr, aparece com índices entre 5% e 6%.

Em simulações de segundo turno, Moro mantém a liderança em todas as frentes:

  • 49% contra 30% de Requião Filho;
  • 44% contra 29% de Greca;
  • 51% contra 15% de Sandro Alex.

A influência de Ratinho Jr e a nacionalização

A fidelidade do eleitor no Paraná também é testada: 67% afirmam que podem mudar o voto. O peso político do governador Ratinho Jr é evidente, com 80% de aprovação e 64% dos paranaenses defendendo que ele deve fazer um sucessor.

No entanto, há um desafio de conhecimento: 82% ainda não sabem que Sandro Alex é o nome do governador. Já Moro começa a ser identificado por 25% do eleitorado como o nome ligado a Jair Bolsonaro.

Para o Senado, o quadro é de alta competitividade:

  • Alvaro Dias: 16% a 21%;
  • Deltan: 13% a 18%;
  • Filipe Barros e Alexandre Curi: 10% a 12%;
  • Gleisi Hoffmann: 10% a 11%;
  • Cristina Graeml: 4% a 10%.

Nota: Em conformidade com decisão do TRE-PR, corrigimos que Alexandre Curi está filiado ao Republicanos, e não ao PSD.

O perfil do eleitor paranaense para o Senado pende para a independência (47%), seguido por nomes ligados a Bolsonaro (32%) e Lula (18%).

Pará: Empate técnico e a força do governo estadual

No Pará, há um cenário de equilíbrio na disputa pelo governo. Dr. Daniel registra entre 22% e 24%, enquanto Hana Ghassan aparece com 19% a 22%. Mario Couto tem 11%, e os demais candidatos variam entre 2% e 5%. No segundo turno, o empate persiste: Dr. Daniel com 34% e Hana com 29%, dentro da margem de erro.

O peso da gestão de Helder Barbalho é um fator determinante, com 63% de aprovação. Para 56% da população, o governador merece fazer o sucessor, o que pode beneficiar Hana Ghassan. Atualmente, 33% dos paraenses sabem da ligação de Hana com Helder, mas apenas 17% a associam ao presidente Lula.

Preferências ideológicas e o Senado paraense

Diferente do Paraná, o lulismo é mais forte no Pará, com 32% de preferência contra 25% do bolsonarismo.

Na corrida para o Senado, Helder Barbalho lidera isoladamente com 22% a 24%. O delegado Éder Mauro destaca-se para a segunda vaga, com 13% a 14%. Zequinha Marinho (8%), Celso Sabino (6%) e Paulo Rocha (6%) completam o cenário. Em uma eleição com duas vagas, a formação de chapas fortes de governo costuma ser decisiva para a transferência de votos e blindagem dos candidatos.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 25 de abril, com 1.200 entrevistas no Rio de Janeiro, 1.104 no Paraná e 900 no Pará. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 3 pontos percentuais. Os levantamentos estão registrados no TSE sob os números: RJ-00613/2026, PR-02588/2026 e PA-09305/2026.

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