Pesquisa Genial/Quaest: como estão as eleições em São Paulo e Bahia?

Por Felipe Nunes | CEO
Publicado em 29 de julho de 2026

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A corrida eleitoral de 2026 avança com dinâmicas bem distintas no maior colégio eleitoral do país e no maior colégio eleitoral do Nordeste. Os dados da nova pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 23 e 27 de julho de 2026, mostram que enquanto São Paulo consolida a vantagem da atual gestão estadual, a Bahia inicia a disputa pelo governo com empate técnico. O levantamento traz o quadro completo para governador, Senado e Presidência da República nas duas praças.

São Paulo: Tarcísio se consolida no maior colégio eleitoral

No cenário paulista, o governador Tarcísio de Freitas aparece em posição sólida na busca pela reeleição. No primeiro turno estimulado, Tarcísio lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad com 26%. Vera Lúcia registra 3%, enquanto Carlos Machado e Vivian Mendes pontuam com 1% cada. O grupo dos eleitores indecisos soma 13%, e os votos brancos, nulos ou de quem não pretende votar chegam a 15%.

eleições em São Paulo e Bahia

A disputa para o Palácio dos Bandeirantes mostra sinais de amadurecimento desde o último levantamento:

  • Voto definitivo: subiu de 48% em abril para 53% em julho.
  • Possibilidade de mudança: o percentual de eleitores que afirmam que ainda podem mudar de opção caiu de 51% para 45%.

Em uma simulação de segundo turno, Tarcísio mantém larga vantagem e venceria Haddad por 48% a 32%, em um quadro que se mostra praticamente cristalizado em relação a abril.

Esse desempenho é respaldado por um ambiente estadual amplamente favorável à reeleição: 55% dos paulistas entendem que Tarcísio merece continuar no cargo, frente a 38% que discordam. A gestão estadual registra 55% de aprovação e 29% de desaprovação.

No entanto, o eleitor sinaliza que deseja ajustes de percurso: 38% defendem mudar apenas o que não está funcionando, 33% querem uma mudança total e 26% apoiam a continuidade sem reparos.

Fragmentação na direita favorece a esquerda na corrida ao Senado em São Paulo

Na disputa para o Senado por São Paulo, a esquerda aparece em vantagem devido ao fracionamento do campo conservador. Marina Silva lidera a disputa com 14%, seguida de perto por Simone Tebet, que varia entre 11% e 12%. A direita apresenta sete nomes cotados que, somados, chegam a 33% das intenções de voto, mas aparecem individualmente abaixo das candidatas da chapa lulista. A definição para o Senado paulista ainda promete movimentações, já que 54% dos eleitores admitem que podem trocar de candidato.

Cenário presidencial acirrado no eleitorado paulista

Para a Presidência da República, o primeiro turno em São Paulo registra Flávio Bolsonaro numericamente à frente, mas em empate técnico com o presidente Lula (34% contra 30%). Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado figuram com 3% cada.

No segundo turno em São Paulo, Flávio abre vantagem numérica, com Flávio atingindo 40% e Lula 35%. Nas demais simulações de segundo turno no estado, Lula empata tecnicamente com Zema (35% x 33%) e com Caiado (35% x 34%), mas supera Renan Santos por 36% a 30%.

A consolidação do voto em São Paulo segue o padrão nacional, com a escolha presidencial registrando a maior convicção (57% de voto definido), seguida pelas disputas para governador (53%) e Senado (44%).

Bahia: empate técnico para o governo e hegemonia de Lula no cenário presidencial

Se em São Paulo o quadro estadual mostra maior definição, a eleição para o governo da Bahia começa completamente aberta. No primeiro turno, ACM Neto registra 39% e o atual governador Jerônimo Rodrigues aparece com 38%, caracterizando um empate técnico.

Em uma eventual simulação de segundo turno, ACM Neto surge numericamente à frente com 43% contra 39% de Jerônimo, uma diferença que permanece dentro da margem de erro. Como em abril o placar registrava 41% a 38%, a pesquisa Genial/Quaest aponta para a ausência de mudanças estruturais no quadro baiano.

Ambos os candidatos entram no pleito com bases eleitorais bem consolidadas: 65% dos eleitores de ACM Neto e 63% dos apoiadores de Jerônimo afirmam que o voto já é definitivo. Com isso, o foco das campanhas estará voltado à conquista da parcela de eleitores ainda disponíveis.

A disputa baiana é fortemente reorganizada pela variável etária:

  • Jovens (16 a 34 anos): ACM Neto lidera por 44% a 30%.
  • Eleitores seniores (60 anos ou mais): Jerônimo Rodrigues vence por 46% a 37%.

O dilema da continuidade e a disputa ao Senado na Bahia

Jerônimo Rodrigues chega à disputa com a gestão bem avaliada por 57% da população (contra 34% de desaprovação) e 52% dos baianos afirmando que ele merece ser reeleito (frente a 41% que são contra).

A tensão central da eleição baiana reside no desejo de mudança: embora 52% apoiem a reeleição de Jerônimo, apenas 21% querem a continuidade simples do trabalho atual.

Outros 43% exigem mudar o que não funciona e 33% pedem uma mudança completa. Esse cenário exige que Jerônimo represente a “continuidade com mudança” e que ACM Neto simbolize uma “mudança sem ruptura”.

Na eleição para o Senado na Bahia, a força do governo estadual se traduz no favoritismo do PT para conquistar as duas vagas em disputa: Rui Costa lidera com 22% e Jaques Wagner registra 16%. O número de indecisos permanece elevado (22%), mas o desempenho dos nomes governistas reflete a solidez do grupo político no estado.

Lula mantém liderança ampla na Bahia

Na corrida presidencial, o presidente Lula reafirma sua condição de força eleitoral expressiva no eleitorado baiano. No primeiro turno, Lula lidera com 52% das intenções de voto, contra 18% de Flávio Bolsonaro.

Em uma simulação de segundo turno na Bahia, Lula venceria todos os adversários testados. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, por exemplo, o atual presidente alcança 56% contra 23% do senador.

Metodologia

Em São Paulo, a pesquisa Genial/Quaest ouviu 1.650 eleitores em 70 municípios entre os dias 23 e 27 de julho de 2026. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na Bahia, foram entrevistados 1.200 eleitores em 61 municípios entre os dias 23 e 27 de julho de 2026. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os levantamentos foram encomendados pela Genial Investimentos e estão registrados junto à Justiça Eleitoral BR-09998/2026, SP-04846/2026, BR-05856/2026 e BA-02331/2026.

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